Monday, December 04, 2006

Alvorada

São lagrimas do meu pensamento,
O que choro,
Nos momentos da tua ausência,
No meu doce pensar
De enfermidades mórbidas,
Que me encarceraram num mundo
Tão longe do teu.

Uma tocha de amor,
Elevei com meu esguio braço,
Numa noite de eternidades fátuas,
Em que te esperei.
Como um fim ao isolamento,
Que mantém as esferas em movimento,
Em redor de um profundo nada.
Ocultado pela imagem de um divino olhar,
Brilho de pérola nos teus olhos ao luar.

Choro,
Pelo momento em que me perco,
Nas alvas asas de um sentimento,
Rubro uivo com que te chamo,
Num céu de fumo das lavas transbordantes
De um coração que o mundo ocupa,
Por demais sentir a dor de viver sem ti.

Uma rosa tocada ao de leve pelo vento,
Dos meus beijos distantes,
Tu eras então um sonho tão impossível, demasiado,
Para que ousasse tocar-te senão, com teus escuros semblantes
De noite no deserto.

Pétala a pétala pintaste um negro caminho,
De mistérios perfumados com o acre odor
Da bruxaria.

Desnudaste-te e então...

Caíram as tuas lágrimas com as minhas.

Sabes que por momentos eu deixei-me perder, no sorriso incandescente dos teus olhos, fitando os meus intensamente, com o toque ardente dos teus lábios.

1 Comments:

Blogger Agharti said...

Bonito Texto.
Parabéns

2:54 PM  

Post a Comment

<< Home